Ansiedade

Você sabe o que a ansiedade verdadeiramente significa?

Tenho certeza que você já se sentiu ansioso uma ou duas vezes na vida, não é? Afinal, ansiedade é uma emoção normal e cada vez mais frequente no dia-a-dia das pessoas. No entanto, para a psicologia, falar sobre ansiedade pode significar várias coisas. Por isso, decidi criar este ciclo de artigos sobre ansiedade para tirar todas as dúvidas que as pessoas tiverem acerca do tema e, também, para conscientizá-las de que este pode ser um problema que necessitará de alguma ajuda. Afinal, além de ansiedade significar várias coisas, ela também pode ter consequências diferentes, como ficará evidente depois da leitura dos artigos.

Então, afinal de contas, O QUE É ansiedade?

Ansiedade é uma emoção normal, como a alegria, tristeza, raiva ou medo. Pode ser considerada uma resposta psicofisiológica (uma reação natural) produzida pelo corpo quando há a antecipação de uma ameaça futura. Uma maneira bastante didática para entender a ansiedade é relacionando-a e diferenciando-a do medo:

Medo é uma resposta emocional que ocorre quando nos sentimos ameaçados. Ou seja, o medo está associado a pensamentos de perigo imediato e de excitabilidade autonômica aumentada, que é a reação fisiológica necessária para comportamentos de luta ou fuga. Já a ansiedade ocorre quando há antecipação de uma ameaça futura, está mais associada a tensão muscular e vigilância em preparação para perigo futuro, com comportamentos de cautela ou esquiva.

Ansiedade e medo são termos que geralmente se confundem porque uma mesma situação pode criar pensamentos que disparam ambas as emoções, fazendo com que elas se sobreponham, acontecendo ao mesmo tempo. Quando criança, por exemplo, eu tinha medo do escuro. O medo do escuro é evolutivo, estando relacionado à sobrevivência e, portanto, à evitação de ameaças imediatas, como cair num buraco do qual não se está vendo. No entanto, eu me recordo que tinha medo do escuro também por acreditar em fantasmas, que é uma crença cultural, não exatamente relacionado a uma ameaça real e que criava em mim uma crença disparadora de ansiedade, que tomava a lógica “se eu passar no escuro, os fantasmas poderão me pegar”. 

Portanto, como você pode ver, o meu medo do escuro quando criança tinha elementos também de ansiedade, no qual eu antecipava uma ameaça futura.

A ansiedade está muito relacionada ao conteúdo dos nossos pensamentos. Já os pensamentos estão relacionados às crenças que nós temos acerca do mundo, das pessoas e de nós mesmos. Pensamentos ansiógenos são pensamentos que causam ansiedade e podem ser do tipo “eu não vou me dar bem na prova de amanhã”, “não estudei o suficiente, vou levar pau”, “aquele professor só faz provas difíceis”, entre outros. Esses pensamentos carregam em si uma crença de incapacidade, que geram a ansiedade em relação a chegada de uma prova.

Em geral, qualquer tipo de ansiedade pode, em graus variados, nos fazer mal. No entanto, existem tipos patológicos ou muito intensos de ansiedade que necessitam de ajuda profissional para melhorar. Em Psicopatologia, que é o estudo das patologias e transtornos mentais, nós temos uma sessão de transtornos dedicados apenas ao espectro da ansiedade.

Os transtornos de ansiedade compartilham características de medo e ansiedade excessivos e profundos, além de perturbações comportamentais específicas, que diferem entre si em relação aos tipos de objetos ou ideações cognitivas (pensamentos, crenças, percepções, etc).

Os transtornos de ansiedade são:

Além desses, a ansiedade também pode ser considerada um sintoma presente em muitos outros transtornos ou patologias, mesmo as que não são mentais, o que pode piorar consideravelmente o quadro de saúde de uma pessoa. Por exemplo, pessoas que sofrem com depressão e fibromialgia são, no geral, também afetadas por ansiedade. Há também outros transtornos que envolvem ansiedade elevada, como o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), o transtorno dismórfico corporal e o transtorno de estresse pós-traumático. Além disso, não é nada legal um paciente que sofre de alguma cardiopatia (doenças do coração), ser acometido também pela ansiedade, não é? E quem nunca ouviu falar que fumantes e pessoas que comem demais o fazem para diminuir o seu grau de ansiedade?

Como você vê, ansiedade pode ser tanto um transtorno como um sintoma presente em muitos outros aspectos da vida. O tratamento para ela torna-se, portanto, muito útil para melhorar o cotidiano das pessoas. Ao longo deste ciclo de artigos sobre ansiedade, você vai aprender tanto sobre os transtornos específicos de ansiedade, como da ansiedade como um sintoma tratável. Me esforçarei também para trazer dicas úteis sobre como diminuir a ansiedade e como identificar quando o seu caso está passando dos limites da normalidade, onde a ajuda terapêutica ou médica se tornará necessária.

Os artigos sobre os transtornos específicos aparecerão como links na lista acima, conforme forem lançados no site.

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