3 (+1) DICAS RÁPIDAS PARA ADQUIRIR UM POUCO DE AUTOCONHECIMENTO

Este artigo complementa os artigos 3 Razões para investir em autoconhecimento e Olhar interior: o que é necessário para nos entendermos melhor?. Se quiser saber um pouquinho mais sobre esse assunto, pode conferir através dos links.

Agora vou passar alguns exercícios rápidos para você adquirir um pouquinho mais de autoconhecimento. A proposta desses exercícios é tentar pensar psicologicamente, o que significa tentar puxar da memória os principais pontos do seu desenvolvimento e tentar encontrar as principais questões e respostas sobre si mesmo.

Os 3 primeiros exercícios são propostas rápidas, mas é claro que você pode acabar demorando um pouco mais a pensar, afinal, nem sempre é fácil pensarmos nessas questões, já que elas podem vir acompanhadas de emoções e sentimentos dos quais podemos não ter a capacidade de processar no momento atual.

Se por acaso se sentir angustiado por algum motivo, saiba que nem tudo está perdido. Procure a companhia de alguém que possa te confortar, um familiar ou amigo próximo. Se os sentimentos forem angustiantes demais, procure uma ajuda mais profissional.

Sempre tenha em mente que estas perguntas são simples e têm o objetivo de fazê-lo adquirir um pouco mais de autoconhecimento. E que conhecer sobre si mesmo é o primeiro passo para poder se sentir melhor!

Mas vamos logo ao que interessa. Se necessário, cronometre algum tempo para cada um dos exercícios. Pode ser útil também que você responda essas questões no papel, para criar um pouco de ordem.

Leia atentamente e pense sobre essas questões:

1. De onde vim, onde estou e para onde vou?

 Os objetivos deste primeiro exercício é situá-lo no tempo e a pensar em suas expectativas. Lembre-se de pensar psicologicamente em relação ao seu tempo de vida, e não em relação ao espaço. Outras perguntas chaves para se pensar mais profundamente nessas questões são: Quais foram as minhas alegrias? Quais foram os traumas? Hoje eu vivo nessas alegrias ou estou mais agarrado aos traumas? E amanha, será que vai continuar sendo assim?

2. O que me dá mais e menos prazer?

Vamos aliviar um pouco a tensão. Primeiro, pense em algo que te desagrade, depois, em algo que te agrade e assim sucessivamente. Outras questões que acompanham essas são: Será que as coisas que me dão prazer também me melhoram como pessoa, ou meus prazeres estão mais para vícios destrutíveis? Eu faço mais coisas que me agradam ou mais coisas desagradáveis?

3. Como sou e como gostaria de ser?

Se precisar entender melhor como pensar nessas questões, acesse o artigo Quando surgem os problemas, onde falo do conceito de Identidade Real e Identidade Ideal. Outras questões que podem ser acompanhadas dessa: Qual o meu objetivo para amanhã e para cinco anos no futuro? Será que existe uma maneira de potencializar as alegrias e superar os traumas para chegar aos seus objetivos? Será que vou precisar fazer só aquilo que me dá prazer ou também será necessário fazer algumas coisas desagradáveis para chegar aos meus objetivos? O resultado compensa os meus esforços?

BÔNUS

Coloquei esta última dica como bônus porque não é exatamente uma técnica rápida de ser feita.

Em literatura, temos uma técnica textual chamada Fluxo de Consciência. Neste estilo, a narrativa toma forma na cabeça do personagem, em que se procura transcrever seu complexo processo de pensamentos. No exercício de fluxo de consciência, você não precisa seguir regras gramaticais. Simplesmente pegue uma caneta ou abra um bloco de notas no seu computador ou celular (embora a mão seja melhor) e escreva tudo o que vier à mente durante quinze minutos. Se preferir, escreva sobre um tópico específico, como por exemplo experiências traumáticas.

Fazendo este exercício corretamente, poderá identificar pensamentos que estão em desarmonia com suas expectativas sobre sua Identidade Ideal, o que é uma maneira muito boa para tentar ressignificá-los ou de pelo menos ter uma ideia de onde pode estar o problema e, portanto, onde começar.

Inclusive, essa última dica foi baseada em um estudo feito pela Universidade do Texas (Pennebaker & Seagal, 1999), onde cientistas testaram o poder da autonarrativa (a narrativa sobre si mesmo) com estudantes. No grupo experimental, os estudantes foram pedidos a escrever sobre experiências traumáticas durante 15 minutos, enquanto as pessoas de um grupo controle escreveriam sobre tópicos triviais.

Ao escrever sobre seus pensamentos e sentimentos, o grupo experimental reduziu drasticamente suas visitas médicas, se comparados ao grupo controle. Essa pesquisa é apenas um dos exemplos que mostram o poder que o autoconhecimento tem em nossas vidas, além de mostrar o quanto falar sobre experiências traumáticas pode ser benéfico para nossa saúde.

OBS: A melhor maneira para obter autoconhecimento é, sem dúvida, procurando pela intervenção de um profissional. Por isso, se este artigo está longe de ser suficiente para você (e frequentemente estará), procure a ajuda de um psicólogo. Autoconhecimento é apenas o começo dos benefícios de uma terapia.

REFERÊNCIAS

PENNEBAKER, J.W & SEAGAL, J.D. Forming a Story: The Health Benefits of Narrative. The University of Austin, Texas: John Wiley & Sons, Journal of clinical psychology, Vol. 55(10), 1243–1254, 1999.

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